22 de setembro de 2014

Sobre gente que se entrega


Eu queria ser uma dessas pessoas que se entregam. Desse povo que se joga de paraquedas em tudo que acredita sem esperar que nada esteja embaixo, sem ter plano b, plano c ou qualquer garantia de qualquer coisas.

Queria ser dessas pessoas que aceitam os riscos ou que nem os conhece, que vive sem limites ou com seus próprios limites e acredita que nada é para sempre, nem para o bem, nem para o mal (com 'L" ou com "U"?)

Essas pessoas que não se importam com ortografia (mas a gente continua separado), que vai mesmo sabendo que a festa vai ser ruim, que paga pra ver e uhul. Gente que é romântica incorrigível, artista nato e aventureiro por formação e escolha.

Queria não ter essa paranoia de pensar no futuro: na carreira, na casa, no carro, na aposentadoria; e que eu não posso namorar ciclano porque não tem futuro ou não posso viajar porque tem trabalho; ou que essa tatuagem não será boa para minha imagem profissional.

Queria pintar meu cabelo de rosa pink.

Queria largar meu emprego, vulgo hospício.

Queria...

Quero...

Eu...

Você...

Admiro essas pessoas com coragem. Coragem de tirar a máscara e dar as caras. Essa gente que se joga, que acredita e que vive muito mais que o resto do mundo.

2 comentários:

  1. Não sei quem disse isso, mas querer é ser! Tá, que a gente não pode ser tudo que a gente quer nesse nosso mundo mecanizado regido por leis, mas só querer é tão triste... Seja o que puder, o quanto puder... E viva!

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