16 de junho de 2013

O Grande Gatsby, Baz Luhrmann.

E chegou ao cinema a quarta adaptação de um dos maiores livros da história da literatura norte-americana, o Grande Gatsby  - resenhando recentemente aqui, vou me ater a contar o enredo da história. A expectativa era grande, afinal o livro até o momento nunca tinha ganhado uma adaptação definitiva no cinema. 


Famoso por seus trabalhos em Romeu+Julieta e Moulin Rouge, o diretor tem como marca registrada produções visualmente grandiosas, com direção de arte, figurino e fotografia impecáveis. Em O Grande Gatsby não foi diferente. Filmado em 3D, temos uma versão tecnológica onde as suntuosas festas promovidas pelo personagem título afim de chamar atenção de sua paixão proibida, Dayse, são um deslumbre a parte. Toda a energia e glamour dos anos 20 são transportados para tela de forma colorida e luxuosa. A trilha sonora também é uma marca das produções do diretor, que misturou pop, hip-hop, jazz, trompetes, bach e um charleston tocado em órgão de igreja. 

Mas nem só de visual e trilha sonora vive um filme. Em o Grande Gatsby também temos um elenco que se destaca. Tobey Maguire está ótimo como Nick, narrador da história, o fio condutor do filme. Através dele sentimos todo o deslumbre de conhecer a louca Nova York dos anos 20 e como ele nos encantamos pelo misterioso Gatsby.

Leonardo DiCaprio que vive o personagem título, na minha cabeça desde que eu li o livro sempre foi  Gatsby e não decepcionou. É misterioso, simpático, encantador assim como o personagem. Carey Mulligan cumpre bem o papel de Dayse e Isla Fisher peca pelo tom caricato que deu a sua Myrtle. O maior destaque feminino fica por conta da estreante Elizabeth Debicki, que vive a elegante golfista Jordan Baker, amiga de Dayse e representante da emancipação feminina da época.

E o maior destaque do elenco fica por conta de Joel Edgerton, que vive o marido de Dayse, Tom Buchanan. Sem ser caricato, Joel consegue dá tom ideal ao bruto personagem que vive em um mundo novo, com cabeça nas tradições antigas antes da primeira guerra. 


Mas apesar de todos esses pontos positivos, Gatsby não agradou a todos. Em meio a tanto brilho, luz, cores e atores bons, o diretor Baz Lurhmann talvez tenha se perdido na mensagem principal do livro. O Grande Gatsby é muito mais que a história de amizade entre Nick e Gatsby, do que o mistério por trás do personagem título, do que sua intensa paixão proibida por Dayse. É muito mais do que as cores, luz e sons dos anos 20.

Gatsby é a história de uma geração marcada pelo poder, pelo brilho, pelo consumo e pelo luxo, que assim como o protagonista conheceu a ascensão e a queda. E é isso que falta ao filme. Mas nos fins da contas, O Grande Gatsby é sim um bom filme e vale a pena ser visto. Só ainda não é a adaptação definitiva da história.

Regina Oliveira
@Ninafreitas

Um comentário:

  1. Ultimamente li um monte de críticas negativas quanto ao filme, mas por amar o livro e gostar muito das produções anteriores do diretor, fui conferir assim mesmo. Vi o filme ontem, e tive o cuidado de me desprender dos comentários que eu havia lido. E digo que, sim, é verdade que o filme poderia ser mais profundo em relação à própria mensagem da história, mas não deixou de ser lindo. A história foi bem contada dentro das possibilidades do tempo do filme, o visual surpreendeu, os atores estiveram muito bons e até a trilha sonora (confesso que eu estava muito relutante com essa mistureba) não chegou a decepcionar - apesar de que eu ainda preferiria algo mais característico da época.

    Bj, Livro Lab

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