23 de novembro de 2014

querido blog abandonado,

faz tempo que eu não escrevo aqui. nem desse jeito diarinho (que invejei de algum blog que li essa semana no intervalo do estágio) nem de jeito nenhum porque tempo não tá dando em árvore esses dias.

eu até que tinha conseguido alguns avanços desde que resolvi me desdobrar em três e fazer as 24 horas do dia renderem por 36, mas os últimos 15 dias acabaram totalmente fora da meta. acontece que levar oito matérias na universidade, trabalho, fisioterapia, freelas; fazer isso tudo de ônibus e estudar para aquelas matérias todas tem sido missão mais que impossível.

esses últimos meses tem sido loooongos, mas eu me sinto em um túnel já com uma luz lá no final, porque - uhul - faltam poucos semestres para eu me formar e, apesar do desespero, é muito bom saber que essa fase negra está acabando.

não faço ideia do que me espera no final, mas estou louca para descobrir. cinco longos anos na federal me renderam  bons empregos, muito perrengue e muitos forninhos para segurar, mas já chega, né!? eu realmente quero voltar a escrever mais, blogar mais, viajar mais e definir novos objetivos de vida.

e vou dormir, que amanhã eu madrugo e o ônibus continua lotado.

28 de outubro de 2014

TED Talks



Uns dois anos atrás, eu li um livro chamado ABC das Mídias Sociais do Chris Brogan. No livro, Brogan cita - incontáveis vezes - o poder de compartilhamento de ideias do TED. Na época, eu não procurei entender o que era o TED e só agora eu comecei a me apaixonar pela organização.

No começo de Outubro o Rio de Janeiro recebeu a conferência TED e, por isso, eu tive a iniciativa a acompanhar mais de perto tudo que envolve o projeto. O TED foi fundado nos EUA em 1984 pelo arquiteto Richard Saul Wurman com a proposta de conectar pessoas com projetos e ideias inovadoras de design e tecnologia, o nome TED é um acrônimo para Technology, Entertainment, Design.

Com a filosofia de "ideias que merecem ser disseminadas", o TED cresceu e hoje consiste em palestras de até 18 minutos, gravadas em suas conferências mundo a fora e espalhadas (com números recordes) pela internet. São mais de quinhentas palestras sobre os mais diversos temas, que podem ser visualizadas, incorporadas compartilhadas... e os ouvintes podem inclusive fazer o download em HD, direto do site ou app para smartphone.

Minha palestra favorita mais recente é da Argentina Pia Mancini, ela fala sobre formas de "trazer a democracia para o século XXI" e sua experiência na Argentina. As palestras estão em vários idiomas e a maioria é legendada em inglês/portguês/espanhol:


Eu não sei como funciona a curadoria do TED, mas os temas são de incrível relevância social e vão de Bill Gates à chefes indígenas brasileiros. Para o palestrante é uma excelente forma de difundir suas ideias e buscar apoio; e para os ouvintes, a oportunidade de aprender e ver a sociedade de um ângulo mais amplo.

Você pode acessar o site oficial do TED (em inglês) AQUI; e a lista de aplicativos para celular/tablets AQUI.

25 de outubro de 2014

Como a "computação em nuvem" salva meu dia a dia:

Imagem: tumblr.com

Eu estou looonge de ser nerd, geek ou seja qual for o termo da moda, mas tecnologia existe para facilitar nossa vida e eu aproveito o máximo que posso! Sendo uma pessoa neurótica com organização e, infelizmente, mais ocupada do que eu gostaria, a Computação em Nuvem (Cloud Computing, em inglês), tem me dado a chance de aposentar o pendrive e acessar meus arquivos de qualquer aparelho com um bom acesso a internet.

Essa não é uma "linha editoral" recorrente aqui no blog, mas acho que cai bem entre os Manuais de sobrevivência e dicas que facilitam nossa vida, são sempre bem vindas. Minha opinião aqui é APENAS como usuária e eu posso estar equivocada em algum termo técnico.

Primeiro, Cloud Computing é uma nova solução tecnológica (não sei se esse é termo, me corrijam ai) em que qualquer pessoa pode upar - de forma pública ou não - qualquer tipo de arquivo e acessá-lo de qualquer lugar que você quiser através da internet. Exemplos que estão completamente incorporados ao nosso dia a dia é o 4Shared; o OneDrive, aquele quando você acessa hotmail/outlook/live; ou o Google Drive.

Eu consigo, por exemplo, integrar meu celular e meu notebook de forma a ver as fotos que tirei com o celular, sem precisar conecta-los com o USB; ou ler os arquivos da faculdade do meu celular sem ter que salva-los propriamente no aparelho. 


Google Drive (antigo Google Docs)!


Eu uso o Google Drive para arquivos que eu quero que sejam público, você tem essa opção de compartilhar suas pastas/arquivos com outros usuários ou mantê-los privado. Você pode fazer isso de qualquer servidor, mas por ser integrado a minha conta Google, eu considero mais fácil para utiliza-lo no dia a dia do blog, como o formulário da Newsletter (aproveita e assina!):


A única coisa que eu curto (de verdade) no Google Drive são esses formulários e a facilidade em criar arquivos colaborativos: eu consigo upar o arquivo de um trabalho da faculdade e divulgar com os outros integrantes do grupo para possíveis alterações;

Por outro lado, eu acho que os produtos do Google não são pensados para o usuário e quando eu me acostumo e aprendo a usar uma função, eles atualizam a bagaça toda! É irritante. Eu não sei dizer a capacidade de armazenamento do Google Drive porque eu uso pouquíssimo, mas não costumo ouvir reclamações a esse respeito.


One Drive (antigo Sky Drive)!


O One Drive é da Microsoft, todo mundo que tem e-mail hotmail, live, microsoft ou outlook é automaticamente cadastrado, odeio isso: parecem que me obrigam a utilizar algum serviço. Eu uso esse servidor para salvar minhas fotos.

Ao contrário do Google Docs, você pode instalar o One Drive no seu computador, no caso do windows 8 já veio instalado. Então, você salva seus arquivos na pasta do seu computador e ele automaticamente é upado "nas nuvens", podendo acessar direto do site ou do seu e-mail ou do aplicativo em celulares. O legal mesmo é que dá para anexar arquivos no e-mail direto do One!

Existe a opção de gerenciar tudo direto o site, mas eu não gosto de manter o navegador aberto upando fotos, videos e etc. Eu não sei como é a capacidade de armazenamento, mas o meu é bom enorme, acredito que seja por causa do meu sistema operacional (Windows 8), mas sem certeza.


Dropbox


Gente, Dropbox é puro amor! Eu o descobri em uma das empresas que trabalhei e é uma mão na roda todo dia da minha vida. hahaha

O armazenamento gratuito deles é muito pequeno e isso me obrigou a dividir meus arquivos entre o One Drive e Google Drive, como eu venho explicando nesse post, e eu só não pago por mais espaço porque eu sou estagiaria (cadê a grana, meu povo?) e até o momento eu consigo administrar todos os serviços sem maiores problemas.

O que eu faço no Drop? TUDO. Lembram daquela pasta "meus documentos" que quase todo mundo tem? Eu uso o Dropbox. Ele e o One são muito parecidos, exceto que o Dropbox não é vinculado a nenhuma rede social. Eu considero isso um ponto positivo porque eu sinto uma maior privacidade nessa plataforma.

Eu fiz o cadastro; baixei o programinha no PC, no celular e  uso para quase tudo, sendo que quatro funções são essenciais na minha vida:

1. Envios da câmera: TODAS as fotos que eu tiro do meu celular são enviadas automaticamente para a nuvem e eu acesso do meu computador sem precisar de USB! ♥ Eu também posso enviar as fotos da festa que recebi pelo whatsapp ou upar alguma arquivo que baixei no celular, através de uma comando de compartilhamento.

2. Capturas de tela: Eu posso configurar para que TODO print que eu tirar da minha tela do PC seja automaticamente salva como .jpeg no meu computador e depois editar como eu quiser.

3. Ler/editar/salvar qualquer arquivo: Eu liguei meu PC pessoal com o PC do meu trabalho. Assim, quando eu preciso checar algum arquivo pessoal no trabalho, eu abro a pasta do drop e acesso o arquivo que teoricamente eu só veria quando chegasse em casa e vice versa.

4. Pastas compartilhadas: Eu gosto dessa função tanto aqui quanto no One Drive. Por exemplo, eu crio uma pasta que pode ser alterada por um grupo de pessoas específicas e nós conseguimos compartilhar todas as fotos de algum show ou viagem ou qualquer coisa assim. Depois que somos sincronizados, você pode remover o compartilhamento ou sair da pasta sem precisar de milhões de e-mails com anexos ou pendrives.


E a nossa PRIVACIDADE?

Imagem: Tecedora

Eu conheço muita gente não não utiliza a Nuvem com medo que seus arquivos pessoais seja expostos na internet. Não posso afirmar que isso é impossível, mas eu assumo o risco em nome da facilidade do meu dia a dia.

Eu passei a não temer "a nuvem" em uma aula na faculdade. A gente discutia privacidade de dados e meu professor fez a seguinte pergunta: "O que é REALMENTE privado na rede?" Eu ainda não uso a nuvem para salvar documentos pessoais (scan do RG, por exemplo) como muita gente faz, mas se houver uma real necessidade disso eu faria sem pestanejar... Eu acho que cabe o bom senso e conhecer da ferramenta para que o mau uso não seja responsável por possíveis vazamentos.


Prós, Contras e Conclusões

Eu já citei todas as funcionalidades na minha vida, assim como o que me incomoda mais em cada servidor. Acredito que o principal requisito para dar certo e funcionar a seu favor é, acima de tudo, conhecer a ferramenta e isso você só aprende utilizando e "googlando".

Também acredito que ter organização é essencial, porque nada disso vai funcionar se seus arquivos forem uma completa bagunça. Além de uma conexão com internet, no mínimo, mais ou menos. Percebi que a principal vantagem é eliminar os backups em CDS, Pendrives e mídias.

Com toda certeza eu consegui trocar de notebook sem a dor de cabeça de perder todos os meus arquivos e fotos no processo. Eu apenas tive que instalar o Drop e o One no novo PC e esperar sincronizar. Tudo estava a minha disposição novamente. Assim, até o momento, tem funcionado para mim. 

E vocês? Qual a sua experiência com as Nuvens?

21 de outubro de 2014

Cores, Cores, Cores!

Esse quadro é meu todo meu e nem olhem muito para não gastar a beleza. 
hahahaha

Regina Oliveira

Faz tempo que eu quero mostrar o trabalho da minha amiga e parceira de viagens - que já colaborou com o blog - Regina Oliveira. Eu adiei esse post por um tempão, mas como quero minha vaga de assessora quando ela for famosa, já estou trabalhando minha candidatura desde já ;)

Brincadeiras a parte, eu conheço Regina desde 2008 quando ela tinha uma possível promissora carreira no Direito, mas ela largou o Direito nos primeiros semestres de faculdade (amém!) para fazer o que ama e estudar Design na Federal de Sergipe.

Sergipana de berço, Regina ama cores, pop, rock e um monte de besteira que não lembro agora e isso está impresso em seus trabalhos: Pinturas a mão que estampam as paredes de sua casa e telas distribuídas entre os amigos, como essa da Alice, que foi meu presente de aniversário. *o*

As fotos desse post são de celulares aleatórios, trabalhos inacabados e pedidos de opinão via whats app.








Carregando
#Marilyn #marilynmonroe #Pink #Colors #painting

Infelizmente não há portfólio online ou website ou FB, sim... ela não pertence a esse século ainda. Mas você pode seguir ela no instagram (@reginaoliveira92) ou falar por e-mail no design.regina@outlook.com.



da Jennifer E. Smith termina essa semana! Corre nesse link!

18 de outubro de 2014

5 roteiros para os próximos 5 anos


Eu tenho um pacto comigo mesma de viajar - no mínimo - uma vez por ano para algum lugar que eu nunca fui antes. Esse ano eu fui para a Chapada Diamantina (veja a saga completa aqui) e já tenho outros roteiros para os anos seguintes, provavelmente para a vida toda! ;)

Rio de Janeiro e São Paulo


Eu não conheço nem o Rio, muito menos Sampa, para falar a verdade eu nunca sai do Nordeste. Meio vergonhoso querer sair do Brasil, sem conhecer nem 10% do próprio país, mas tudo bem.

Acho que pulando os clichês, todos eles, conhecer as maiores cidades do Brasil, suas diferenças, sua cultura deve ser incrível! Lembro que quando cheguei em Aracaju, que fica a quatro horas de Salvador, foi um choque cultural enorme, imagina no sudeste!?

Estou planejando conhecer as duas cidades em breve e em uma única viagem. Sair da Aju para o Rio e depois descer pra Sampa, como será poucos dias, acho (ACHO!) que fica mais em conta e, com certeza, mais divertido. 

Exposição do Castelo Rá tim bum, me espera que eu chego jáa! *o*


Morro de São Paulo

Outra vergonha é nunca ter conhecido Morro de São Paulo. Primeiro porque fica na Bahia; segundo porque eu AMO praia; e terceiro porque eu morei durante um ano, a uma distancia de no máximo uma hora de Morro.


Essa é uma viagem bem comum, aqui em Sergipe e na Bahia e uma galera já foi.  Minha ideia é passar um tempo por lá trabalhando, dizem ser uma experiência legal, mas ainda não tenho muitos planos para esse roteiro. 

Como é "pertinho" e super fácil (para mim) de ir, esse vai ser um daqueles lugares que quando você menos esperar, conhece.

Malta

Crédito da Imagem: Intercultural

Esse é A viagem. Eu quero ir estudar inglês em Malta e estou juntando dinheiro para isso, só não sei se vai rolar realmente.

Eu penso em ir para Malta primeiro porque é PRAIA, segundo por que é Europa (pertinho da Itália, cercado pelo mar mediterrâneo) e segundo porque é uma viagem de intercambio bem mais em conta para brasileiros.


Interior de Minas Gerais


Ainda na minha teimosia de conhecer o Brasil, acho o roteiro histórico pelo interior de Minas Gerais LINDO! Diamantina, Ouro Preto, Tiradentes, Sabará, Mariana... e todos esses lugares devem ser maravilhosos e encantadores! E como a minha alma é de gordinha, fico pensando naqueles cafés da manhã mineiros que passa na Televisão! *o*

América do Sul

Santiago do Chile. Crédito da Imagem: Uol Viagens
Apesar de uma preferência enorme pelo Chile (Cordilheira dos Andes ♥), eu ainda não decidir o que conhecer da América do Sul. Tá na pauta um mochilão por alguns países, mas nada certo... até por que estudar inglês fora do Brasil é minha prioridade atual e salário de estagiaria não é essas coisas todas. hahaha

Meu problema com mochilão, além de companhia, é a questão da segurança e de como eu vou planejar a viagem. Acho que eu tenho que crescer um pouquinho para uma viagens dessas... e os próximos cinco anos é um bom prazo.


E vocês, quais os planos para as próxima! Eu acho que a Aninha, a Melissa, a Pam, a Alana e a Paulinha vão gostar do desafio e, por favor, sintam-se livres para postar no tumblr, blog, FB e indicar outras pessoas ou também para não postar nada!

Todo mundo pode usar o gadget abaixo para compartilhar suas possíveis viagens: É só preencher com
um título para a postagem (Link Title); Email (Email Address); e o link (URL). Depois é só clicar em "Submit Link" ;)



11 de outubro de 2014

O Blues de George Erza ♥


Eu sou fã absoluta do modo aleatório de qualquer web player, até porque eu não sou o tipo que está atualizada com as novidades do mundo da música. E foi qualquer dia desses no escritório que o Superplayer me apresentou George Erza:


O jovem cantor inglês de 21 anos, começou a fazer sucesso em 2013 com a música Budapest - que abre esse post - e seu EP "Did You Hear The Rain?" figurou entre os Top Dez de diversos países. O novo CD de Erza, Wanted on Voyage, foi lançado em Junho desse ano e continua sendo um sucesso de crítica. 

AMO a voz dele, o sotaque britânico e o que a música dele traz, que de alguma forma lembra Beirut. Dá um play lá no canal do youtube dele e depois me diz o que achou! ;)

8 de outubro de 2014

A Alice de Lewis Carroll


O quão estranho soa eu dizer que não tinha lido o livro Alice (em texto integral) até dez minutos atrás? Pois é, eu me apaixonei pelo País das Maravilhas com a animação de 1951 da Disney e com os livrinhos infantis adaptados do filme.

Fazem uns dois Natais que ganhei o livro e ainda assim continuei enrolando para ler, até essa semana.  A minha edição é a Bolso de Luxo da Zahar e reúne as duas histórias da Alice: Alice no País das Maravilhas e Alice através dos espelhos. Eu amo essa impressão porque o texto é integral, as ilustrações são originais e a tradução é vencedora do Prêmio Jabuti *o*

Aliás, a Zahar vêm relançando clássicos nessa edições pockets em capa dura. Não li as outras, mas devem seguir a mesma linha editorial, que eu acho sensacional.


Alice no País das Maravilhas é meu favorito, sem dúvidas. A maior parte das adaptações são a partir desse livro: Alice está com a irmã estudando/lendo sob uma árvore quando ela vê o coelho branco pulando apressado dentro de um buraco. Ela o segue e descobre um mundo novo e surreal.

Apesar de todas as hipérboles, Lewis consegue nos arrastar para o País das Maravilhas e traz justificativas, senão plausíveis, bem argumentadas para todas as coisas extraordinárias da história. Cheio de filosofia, moral e bons conselhos o livro é curto e segue um ritmo delicioso de leitura e surpresas a cada páginas.

Nesse livro aparece o Coelho Branco, Lebre de Março, o chapeleiro Maluco, A rainha de Copas, o gato de Cheshire e algumas cenas que são comuns nas adaptações.


Alice através do Espelho e o que ela encontrou lá acontece algum tempo após a volta de Alice do País das Maravilhas. Alice começa a imaginar o quão legal seria se existisse um mundo todo ao contrário do seu, do outro lado do espelho, e com esse pensamento ela atravessa o espelho da biblioteca de sua casa para um mundo surreal onde tudo faz parte de uma grande partida de Xadrez.

Tentando se tornar uma Rainha, Alice atravessa todo o jogo conhecendo um monte de personagens, histórias e zilhões de músicas e poemas. Acho que esse último é o que me irrita no livro, páginas e mais páginas de poesias; acabei descobrindo, no Oráculo Google, que essas poesias são paródias de famosas cantigas inglesas e uma crítica a sociedade da época.

Nesse livro aparece o Capturandan; as irmãs: Rainhas Branca e Vermelha; Humpty Dumpty; Tweedledee e Tweedledum e outras cenas comuns nas adaptações.

Na verdade, o que deu para perceber é que as adaptações são a junção dos personagens e cenas mais marcantes de cada livro em um único enredo. Eu consegui ver essa junção mais forte no filme de Tim Burton (2010), enquanto a animação da Disney (1951) é mais fiel ao primeiro livro que ao segundo.

Eu também consegui entender a "briga" entre "Dorothy" e "Alice"! Faz tempo que li "O mágico de OZ" (Tem resenha aqui!)  e com o meu conhecimento, pré-leitura de Alice, eu não conseguia distinguir os pontos em comum das história e qual o motivo de tanto mimimi.

Para quem já leu Oz, Alice possuiu a mesma estrutura narrativa, mesma ideia onírica e personagens fabulosos e acho que só isso em comum! Eu considero histórias totalmente distintas, com enredos diferentes e personagens com personalidades totalmente contrarias: Enquanto Alice é movida pela curiosidade de sempre saber mais; Dorothy é movida pela vontade e coragem de voltar pra casa.

Enfim, eu continuo apaixonada pela história do Lewis e pela forma como ela me representa! Recomendo absolutamente a história, para adultos, crianças e qualquer um que tenha vontade e imaginação para sonhar e se aventurar por algumas páginas.


"De fato", a Rainha Vermelha disse a Alice. "Fale sempre a verdade... pense antes de falar... e depois escreva o que falou." 
- Alice através dos espelhos e o que ela encontrou lá. Lewis Carroll. 
Tradução Maria Luiza Borges, Editora Zahar.

6 de outubro de 2014

"já coloquei os homem lá em cima"

Eu queria entender de Política, ter um embasamento histórico impecável e argumentos sólidos, mas essa não sou eu. Juro que até tentei estudar Política na Universidade, mas se meu professor lecionou 3 aulas inteiras, estou sendo generosa.


Ontem teve eleições gerais e se você não sabe disso, eu não sei em que planeta você mora. Eu fui mesária e cumpri meu dever com a democracia e com meu País, obviamente reclamei cada segundo que tive a oportunidade, mas não seria eu se não reclamasse.

Para começo de conversa eu sou absolutamente contra a obrigatoriedade do voto. Para mim, deveria votar quem tivesse vontade e quem acreditasse nos políticos e no futuro que eles representam. Eu acredito que obrigar as pessoas a votar só incentiva o eleitor a "votar em qualquer um" porque de qualquer jeito ele terá que comparecer a sessão.

Quando, na verdade, o eleitor deveria se sentir (e não ser) obrigado a participar das decisões do seu País. Esse foi o único ano que tive alguma participação consistente nas eleições brasileira e mesmo forçada a comparecer, acabei tendo lições e fortalecendo algumas ideias, independente de partidos ou candidatos. 

Ouvi de tudo ontem: senhorinhas que fazem questão de votar porque querem ser cidadãs, mesmo que na minha cabeça cidadania nem comece, nem termine na eleição; analfabetos com extrema dificuldade em se entender com a urna; boca de urna; propaganda eleitoral proibida; tentativa de fraude... etc, etc, etc... mas o que mais me impressionou foi a quantidade de pessoas que saíram da sala repetindo "já coloquei os homem lá em cima".

Como se votar, por votar, já constituísse todo o seu dever com o país.

Eu vejo como grande problema no sistema eleitoral, e na cultura brasileira, essa ideia de que eleição é passar a responsabilidade para alguém. Dar a alguém o título de autoridade e tê-la em alta consideração porque ela possui o cargo x, quando é a "autoridade" que deve servir a população.

As pessoas devem se conscientizar que política, democracia e cidadania vão além de alguns números e a tecla verde. Que corrupção não é SÓ desviar dinheiro público, que cidadania começa em não depredar patrimônio público e democracia é PARTICIPAR da vida pública de sua comunidade. 

Eu tenho certeza que a democracia, a cidadania e a política brasileira só será limpa e justa quando as pessoas souberem a qual esfera do poder cabe cada decisão, aprenderem a ler sobre seus candidatos e a não acreditar na mídia. Quando os cidadãos exigirem que seu candidato cumpra com suas promessas e, principalmente, aceitarem que política não é carreira.

O Brasil tem um loooongo caminho pela frente, tem um buraco na educação das nossas crianças e terá segundo turno dia 26. Pelo amor de Deus, pensem fora da caixa... Democracia não é voto.

2 de outubro de 2014

CHAPADA DIAMANTINA - Bahia! ~ dia 3 :')

Gruta da Lapa Doce. Foto: João Pedro Oliveira

Essa semana eu estamos falando sobre a Chapada Diamantina (leia o primeiro post aqui ou o segundo post aqui). Esses posts fazem parte do Guia Bahia, meu "diário de viagens" sobre dias bons e aleatórios na Bahia.

Último post sobre o Paraíso ~ todos choram ~. Ainda rolou um "dia 4" em Lençóis, mas a gente só ficou de preguiça na pousada, batendo perna no centro histórico e comprando bugiganga... e para isso não tem muita dica: É só ir ;)

Dia 3 - Gruta da Lapa doce e Pratinha

O terceiro dia foi um dia congelante: A gente saiu cedo para conhecer a gruta da Lapa Doce e eu não posso mensurar, mas devia estar marcando uns 11° C (com certeza o ar-condicionado do ônibus estava mais confortável) e a gente não estava devidamente preparado para passar frio pela manhã.

A essa altura da viagem, as variações de temperatura, passar o dia inteiro com roupa molhada, tomar chuva e depois sol e todos esses perrengues já tinham ferrado com meu sistema respiratório e acabou sendo um dia complicado - e divertido tb! - para mim.

Nina e Eu. Não lembro quem tirou essa foto, mas foi em Iraquara antes de descer para as Grutas

A formação das cavernas dos Municípios de Seabra, Palmeiras e Iraquara, região onde se concentra a grande maioria das grutas estudadas no Estado da Bahia, possuem datação entre 1,7 e 1 bilhão de anos. Existem mais de 130 grutas mapeadas e cadastradas só nos municípios de Seabra, Palmeiras e Iraquara e o interesse crescente de pesquisadores em espeleologia deve-se ao grande número de grutas existentes na Chapada Diamantina ainda sem conhecer, catalogar ou explorar, adequadamente. (Fonte. Modificado)

Localizada no município de Iraquara na Chapada Diamantina, a Gruta da Lapa Doce faz parte de um complexo de cavernas calcáreas, diferenciando da maioria das cavernas da região por ser ampla, arejada e quase toda plana. Considerada a terceira maior do Brasil, a caverna possui 20 km mapeados, onde 850 m são abertos à visitação. (Fonte)

A visita à Gruta da Lapa doce possui dois roteiros, o primeiro era incluso no nosso pacote e acabamos comprando um complemento. Juntamos um grupo de dez pessoas - o nosso incluiu 3 espanhóis (?) engraçadíssimos -  e descemos para as Grutas com um guia local, que tem todo conhecimento relativos as formações rochosas, fauna e flora da região. É um passeio bem educativo e sem dúvidas, emocionante!

Descemos 1.200 metros (não tenho certeza desse dado) em uma trilha íngreme e relativamente fácil por alguns minutos até a entrada da gruta. Quando entramos, apenas o guia possui uma lamparina a gás e uma lanterna e nos leva por uma visita, no começo assustadora, de uns 40 minutos.

Gruta da Lapa Doce. Foto: João Pedro Oliveira

A primeira foto do post mostra uma parte do trajeto dentro da caverna, não vou contar para não estragar a piada do guia. O trajeto é completamente escuro (ausência total de luz), não tem morcegos (eu não vi), mas a poeira acabou comigo. Inclusive passei mal na volta (para subir aqueles 1.200 metros de volta a superfície) por causa da rinite, mas ainda assim, faria o trajeto todo de novo ;)

O trecho extra que compramos é o melhor e super recomendo. Seguimos em um grupo menor (sete pessoas + guia) por um trajeto onde temos mais contato com as formações rochosas, passamos por espaço mais difíceis de caminhar e escalamos alguns outros. O legal é que podemos ver bem de perto tudo que vimos na primeira parte da caverna.

O passeio completo dura em torno de uma hora e meia e depois almoçamos na própria fazenda que organiza o roteiro. E seguimos para a Pratinha.

Gruta Azul. Foto: João Pedro Oliveira
Umas das atrações da Pratinha é esse lugar da foto acima. Babem mesmo porque ao vivo é bem mais bonito! u.u

A Fazenda Pratinha é um fazenda privada, que reúne algumas atrações da Chapada Diamantina como a Gruta Azul e o Poço Encantado. A gente paga uma taxa de visitação e paga novamente para aproveitar das atividades da fazenda como tirolesa, flutuação, fotografias submersas... essas coisas de turista.

Eu juro que fico imaginando as primeiras pessoas que chegaram nessa região e deram de cara com essa água maravilhosamente incolor! Você consegue enxergar o chão de qualquer ponto que você olha, inclusive nos locais mais profundos. É Absolutamente Encantador.

Eu escolhi fazer a flutuação na Gruta Azul (R$20,00). É simples: um guia e um instrutor. Você coloca o equipamento (colete, pé de pato, óculos de mergulho e lanternas) e segue com lanternas por uma caverna inundada, observando os peixes, formações rochosas e o quão cristalina é a água. É tranquilo e quem não sabe nadar pode ir.

O meu problema foi que eu já não estava respirando direito nesse dia por causa do incidente com a crise de rinite na Lapa Doce e fui fazer a flutuação mesmo sem saber nadar. Quando entramos na parte escura da caverna, eu comecei a sentir falta de ar e fiquei muito assustada. O nosso guia logo percebeu e ficou o resto do trajeto comigo (vergonha >.<) e tudo acabou bem.

Apesar dos apesares é um passeio sensacional, mesmo com a água congelante, e vale a pena tanto pelo valor quanto pela aventura.


Aii que Saudades da Chapada! Eu não conheço outro lugar tão charmoso e acolhedor como esse e recomendo a todos! É uma viagem barata, dentro do Brasil e com a oportunidade de aprender sobre nosso país e suas riquezas. Tive a impressão que os estrangeiros conhecem a Chapada melhor que a maioria de nós e isso é uma pena :T

Eu prometi a mim mesma voltar e me permitir experiências novas e aventuras ainda maiores muito em breve. Quem quiser ir, me convida que estou colada e me sentindo nativa! haha ;)

1 de outubro de 2014

CHAPADA DIAMANTINA - Bahia! ~ dia 2 :)

Rio Marimbus. Imagem: João Pedro Oliveira

Essa semana eu comecei a contar sobre minha última viagem para a Chapada Diamantina (leia o primeiro post aqui). Esses posts fazem parte do Guia Bahia, meu "diário de viagens" sobre dias bons e aleatórios na Bahia.

Dia 2 - Rio Marimbus e cachoeira do Roncador

Esse dia nós preferimos comprar um pacote avulso do grupo Sergipano. Fomos com a Zen Tour para um passeio no "Pantanal da Chapada": O rio Marimbus, depois passamos um tempo na cachoeira do Roncador e terminamos com um almoço colonial sensacional em uma fazenda que recebe/hospeda turistas.

Esse é um roteiro super light, legal para quem tá com criança ou tá cansado de caminhar tanto. O carro da Agência nos pegou por volta de 8 da manhã na pousada, nosso guia foi o Leo. Um regueiro com direito a dreads no cabelo e sotaque beeeem baiano, ele é nativo de Lençóis e conhece a região como ninguém. 

Seguimos de carro até o povoado quilombola de Remanso, eles tem uma associação que organiza os passeios de canoa pelo rio marimbus. A gente tem a oportunidade de conhecer o pessoal, conversar com os guias e aprender sobre a fauna e a flora da região por quem mais entende.

Falsas vitórias-régias do Rio Marimbus. Foto: João Pedro Oliveira

A segunda parte é um passeio de canoa pelo Rio Marimbus, primeiras fotos desse post, onde a gente pode ver a natureza bem de perto, tirar muitas fotos e, no meu caso, jogar a câmera dentro do rio.

Como o rio é impróprio para banho, seguimos com uma caminhada parte por dentro do rio (delíicia) parte por dentro da mata. A trilha é plana e sem pedras, super leve. Por um motivo óbvio e clichê, a gente consegue ouvir a cachoeira do roncador de loooooooooonge. O barulho é altíssimo e a cachoeira é a lindeza a seguir:

Cachoeira do Roncador. Imagem: João Pedro Oliveira

Passamos algum tempo na praia da cachoeira: tomando banho de rio, cuja temperatura faria inveja ao Jack de Titanic, pegando um sol e as vezes um chuvisco ou jogando conversa fora e tirando fotos (menos eu, que a essa altura já tinha afogado minha câmera).

A praia da cachoeira do Roncador é um ponto muito visitado, inclusive por pessoas que não fizeram o passeio de canoa. Encontramos um pessoal que estava fazendo a trilha de motocross e outra galera que estava fazendo uma trilha entre as cidades de Andaraí e Lençóis de bike. Outra opção aos mais aventureiros é fazer um passeio semelhante, mas à cavalo. Todos essas opções são fáceis de contatar com as agências de viagem da região ;)


Esse trajeto foi um passeio super relaxante de um dia inteiro, porque o trajeto de carro durou por volta de uma hora e o passeio de canoa durou duas horas para ir e duas horas para voltar. Foi ótimo por que já estávamos acabado da viajei até Lençóis e da caminhada do dia anterior inteirinho, além de que conseguimos nos alimentar corretamente nesse dia, coisa que as outras trilhas não permitiu.


Amanhã sai o post do 3° e último dia da viajem!
Sai mesmo que esse já tá escrito e programado ;)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...