24 de janeiro de 2016

Praia do Francês e Barra de São Miguel - AL


Meu último final de ano foi meio louco, meio cansativo, bem estressante e por isso, na segunda semana de Janeiro, a gente resolveu fugir da loucura por um fim de semana e esquecer um pouco os problemas. E ai, para quem mora em Aracaju, dá um pulinho em Alagoas costuma ser uma viagem bem legal e não tão cara.

A gente tinha um reserva na Pousada Aborígene, na Praia do Francês (254 km de Aju), que é uma praia do município de Marechal Deodoro. A hospedagem é bem legal, próximo a praia, perto de um estacionamento, café da manhã delícia. Apesar de não aceitar cartão de crédito (???) e ter sido uma odisseia encontrar um cash de banco, mas ok.

a prometida vista pro mar

A praia do Francês me surpreendeu negativamente. O mar é lindo, a vila é bem agitada, tem mil opções para turista nenhum colocar defeito, mas a praia em si não tem muita novidade. Achei o lugar inteiro bem sujo, apesar de vê muita lata de lixo e muita gente limpando as ruas o tempo todo, o que pode até ser justificado por ser uma praia super cheia.

Muita gente. Muita, muita gente pra lá e pra cá. Muito surfista. Muito carro e pouca vaga para estacionar. Muita loja, restaurantes aos montes e para todos os gostos. Várias opções de atividades e muitos bares. A praia do Francês é realmente badalada e, para quem curte esse tipo de passeio, deve ser maravilhoso, o que não é o nosso caso.

Praia do Francês / AL

A área com mais banhistas é super tranquila, tem quebra-mar, guarda-vidas e é super família. Uma área mais afastada é destinada a surfistas. Aliás, tava rolando campeonato de surf.

A gente chegou no sábado e apesar de estar nublado, só começou a chover no fim da tarde, durante a noite e na manhã do domingo. Um arrependimento foi ter ido apenas para um fim de semana: a chuva também não colaborou e não deu para aproveitar algumas opções como mergulho ou alguns bares super charmosos, como o Roxybar.

Imagem do Google

Falando em bares/restaurante/comida, virou um pouco de tradição eu acabar em algum restaurante italiano em minhas viagens. No Francês, eu recomendo, total e absolutamente, o restaurante Padrino. É uma cantina Italiana superacolhedora, com ótimo atendimento, muitas boas opções de massa e uma caipirinha matadora delícia. Aliás, eu achei os preços super ok para um lugar tão turístico e um restaurante que ostenta prêmios e matérias de jornal na parede.

No domingo, a gente aproveitou para passar em Barra de São Miguel, que fica - literalmente - ao lado da Praia do Francês e que surpresa maravilhosa.

Barra de São Miguel / AL

A dica é: Se você não curte badalação, quer pegar uma praia de água morna, limpa e super tranquila, seu destino no litoral sul de Alagoas é Barra de São Miguel. A gente só passou algumas horinhas por lá, mas já valeu por todo fim de semana. 

Tem menos opções para hospedagem, é uma praia mais de veraneio, cheia de casarões e espaços de festas. Um trecho da praia, no centro da vila, tem quebra mar e é um lugar bem tranquilo para crianças, com opções para turistas e muitos bares. Eu achei que o preço é mais salgado em relação a Praia do Francês, mas considerei o custo-benefício bem maior.

Com relação a transporte, eu acho que chegar na praia do Francês é mais fácil para quem está sem carro, porque não vi opções de transporte público em Barra de São Miguel. Na dúvida entre as praias, dá para passar um tempinho em cada uma. 


29 de dezembro de 2015

#Vem2016

We Heart It
Essa semana acabou meu último semestre de faculdade - eu tenho falado exaustivamente sobre isso no twitter - agora só preciso finalizar meu TCC e tcharãn: Get a real job! O que ~teoricamente~ não deve ser mais difícil que sobreviver a cinco anos de Federal.

Enfim, só essa semana - pós Natal - que eu realizei que 2015 já era. Migxs, onde eu estava nos últimos 365 dias? Pensando bem, quando foi que 2015 passou? Porque eu nem vi.

Esse ano foi um bom ano. Na vdd, todo fim de ano é esse o meu veredito: foi um bom ano. Eu, obviamente, me desviei muito do caminho que eu tinha traçado - vide planos para 2015. Apanhei deeeeemais, aprendi bastante sobre resiliência, sobre dar a cara a tapa e sobre ser forte. Aprendi um monte de coisas, aliás. 

Talvez eu não tenha viajado para lugar nenhum, não li nem 1/3 do que eu pretendia, todos os limites da minha teimosia foram testados e expandidos; Com toda certeza do mundo eu trabalhei mais do que é considerável saudável, mas conheci muitas pessoas incríveis e toquei alguns projetos muito legais profissionalmente.

Aliás, esse foi o ano da minha jovem vida profissional e, possivelmente, o ano que eu menos dormir em 22 anos.

Confesso que eu tô meio perdida sobre 20156. Nos outros anos eu tinha um planejamento claro e objetivo para o ano seguinte (talvez não tão objetivo assim), mas agora essa sou eu, à deriva. É uma sensação esquisita para alguém tão metódica e controladora, mas essa é a primeira vez que eu vou "virar ano" com uma sensação de livro em branco. E isso é bem legal. Um pouco revigorante.

E um pouco assustador tb.

Ultimamente viver tem sido meio assustador, sem crise de vinte e poucos, nem nada, mas nos últimos anos eu tenho aceitado algumas coisas, crescido e me posicionado como ser humano. Assumi algumas posições, tomei alguns desafios e estou tentando parar de olhar o mundo com cara de assustada.

E olhando em perspectiva, finalmente, tenho outros 365 dias. Os quais eu só penso em dar um passo , de cada vez, no escuro e ver o que acontece.

Obviamente, logo logo, eu vou ter um planner digital com algumas diretrizes para o ano, mas por enquanto vamos aceitar a teoria de que eu sou corajosa.

1 de novembro de 2015

Porque eu escolhi ser administradora

(ou como eu vejo a Administração no Brasil atualmente).

Essa crônica foi encomendada. Para ser bem sincera, eu nunca tinha pensado seriamente sobre "a minha visão sobre a administração e a selva capitalista", nas palavras do meu orientador de monografia, e concordo ser um exercício interessante.

Na verdade, todos deveriam pensar um pouco sobre suas escolhas academico-profissionais.

Hoje eu sou estagiária de Gente&Gestão em uma das maiores indústrias brasileiras, já passei por um grande banco público, por uma pequena empresa de T.I. e pela Empresa Jr de administração. Não vou dizer que tenho um currículo invejável ou sou o futuro da gestão no país, mas tenho certeza que já cheguei muito longe para os meus vinte e poucos (e antes de sair da Universidade).

Quando eu passei para Adm, em 2011, eu não fazia ideia do que estava fazendo ali. Odiava de todo coração todos os professores inúteis de finanças - essa ainda é a maior lacuna na minha formação, tinha sérios problemas de identificação, nunca tive uma galera da faculdade ou algo assim. E até um ou dois semestres atrás, eu nunca me considerei Gestora e estava procurando loucamente a primeira oportunidade de largar aquilo tudo, mesmo sem saber para onde ir (minha matrícula em Jornalismo continua trancada).

E esse é, provavelmente, o sentimento da maioria dos bacharelando em Administração, tanto que o curso de adm tem fama de ser o "curso para quem não sabe o que fazer". Apesar de tudo, eu tinha um plano: independência financeira e trabalhar com comércio exterior e internacionalização. Porque eu não tentei Relações Internacionais? Interferência da família nem sempre é uma coisa boa.

Eu sei que a faculdade de administração não é bem assim e que meus objetivos eram bem generalistas, mas nesses cinco anos de faculdade, consegui certa independência financeira, trabalhei muito, perdi muita matéria por causa do trabalho, perdi muita noite de sono estudando, abandonei alguns hobbies (que não deveria ter largado); e agora estou em uma empresa que me permite uma carreira internacional. Sou feliz com minha vida profissional? Em parte.

Confesso que perdi um pouco em qualidade de vida (Sdds tempo pro Pilates), que comecei a entender alguma coisa de cervejas, que não tenho tempo para alguns projetos que queria muito tocar, e que outros caminhos estão surgindo no horizonte e talvez eu não tenha um futuro no mundo corporativo (prova do mestrado, me ame), mas isso é outra pauta.

O fato é que quando as pessoas me perguntam o que eu acho da administração hoje, minha única resposta é que os administradores não acreditam no que fazem e o mercado não acredita na administração. Hoje, o que eu considero a maior vantagem de Administração é ser um curso que permeia todas as áreas de todos os três setores da economia; e a maior desvantagem é que o mercado brasileiro não acredita que somos necessários.

De todas as empresas que eu passei (empresa Jr não conta), nenhuma delas tinha um gestor formado em Administração - ou que se quer tentasse aprender - e de todas elas, apenas a multinacional acredita que gestão é algo fundamental. E são os administradores que me deixam mais fula com esse mundo - além de alguns professores que a gente se bate pelo caminho. A gente (porque infelizmente eu tenho que me incluir), não se valoriza, acreditamos que engenheiros e advogados e qualquer um é melhor que nós, além de proclamarmos aos quatro ventos o quanto somos supostamente inúteis.

Já ouvi isso várias vezes na Universidade e vejo no mercado de trabalho muitas pessoas que tem outra formação acadêmica e consegue ser um bom administrador, conheço inúmeros engenheiros que manjam de gestão e isso é um ponto positivo e negativo da área: Muitos podem ser engenheiros e gestores, por exemplo, mas nós não podemos ser gestores e engenheiros.

Acredito que saímos tão frustrados da Universidade - pelas grades mal elaboradas e professores que não deveriam lecionar - que falta esse interesse em aprender além da cartilha. Aprender qualquer outra coisa em outras áreas, ter o interesse de se jogar em outros mundos, apanhar um pouco e aprender muito mais. Ficamos conformados com salário mínimo e papelada. Aceitando sempre que "o curso de administração não serve para nada".

Nunca sai da minha Universidade, em um estado pequeno do Nordeste; Também nunca sai do mercado de trabalho de Sergipano, mas espero de coração que lá fora, meus cinco anos ralando na faculdade tenham mais credibilidade.

Eu também espero que no momento que a Gestão perca toda credibilidade comigo, eu tenha a coragem de mudar. De procurar outro curso, outra área de trabalho, linha de pesquisa... o que seja. E que eu consiga deixar espaço para quem realmente acredita no que faz.


12 de setembro de 2015

Desapegue dos seus livros

Imagem: Pinterest
Recentemente, lendo o livro da Thais Godinho sobre organização, eu percebi que mesmo já sendo uma pessoa organizada, eu precisava "destralhar" um pouco a minha vida, começando pelas coisas que eu acumulo no meu quarto. 

Eu moro em um apertamento bem pequeno e espaço por aqui não costuma sobrar, isso inclui a quantidade exagerada de livros que eu sempre guardo e, com bastante aperto no coração, eu resolvi separar alguns livros para doar. 

Sempre fui da filosofia que os livros não devem ficar presos em um único lugar, com um único leitor, por toda a história da humanidade. Lógico que eu tenho alguns (vários) que estão imaculadamente arrumados em prateiras, como meus Harry Potters ou meus Martin Pages ou Jane Austens.

E acabei percebendo que eu realmente tenho (você também deve ter!) livros que nunca mais serão folheados ou que eu comprei e nunca li efetivamente ou aqueles que eu considerei tão ruim que não tenho coragem nem de olhar a capa! Acabo imaginando o quão injusto é eu ter tantos livros parados aqui, quando existe inúmeras pessoas que não tem acesso a nenhum livro. 

Talvez, quem sabe, um desses que estão juntando poeira comigo, não seja o livro que vai formar um novo leitor ou virar o livro favorito de alguém. Não vou dizer que é fácil desapegar, porque não é, mas quando você pensa nas vantagens além da ostentação de uma prateleira de livros não lidos, fica bem mais fácil. Por exemplo:

1. Abrimos espaço para guardar (e comprar) novos livros.
2. Nos livramos daquele livro que a gente não gostou, mas alguém pode amar.
3. Passamos a ser mais críticos na hora de comprar um livro.
4. Menos objetos para limpar a poeira!
5. Podemos formar novos leitores. Esse novos leitores podem virar leitores dos nossos blogs, que podem virar nossos amigos, que podem comentar sobre outros livros maravilhosos!
6. Livros são feitos para serem lidos e tem vida útil! Eles amarelam, envelhecem e logo logo se perderam sem que ninguém o tenha conhecido!

Mas eu não sei para quem doar! ou As pessoas não vão cuidar tão bem deles quanto eu! ou Eu não consigo desapegar! 

Essas são as justificativas que eu costumo escutar quando eu comento o quão legal e importante é fazer os livros circularem. Sim, você consegue e sempre tem algum livro ai que você já leu e nunca mais vai ler ou comprou/ganhou e nunca vai ler. Verdade, algumas pessoas não tem o mesmo cuidado com os livros e é por isso que eu costumo doar para bibliotecas.

No começo da minha fase de desapego literário, eu trocava livros na internet usando o livra livro ou o skoob mas, depois de algumas dores de cabeça com os Correios, eu percebi que eu trocava seis por meia duzia, já que raramente fazia uma troca em que eu ficava 100% satisfeita e acabava com mais um livro que não leria. Obviamente, teve casos em que eu fiz troca incríveis e conheci, por exemplo, o Martin Page.

Depois eu resolvi liberar alguns livros usando o Bookcrossing e nenhum deles rastreados no site e eu acabei meio frustrada com o projeto :T

Minha outra opção foi tirar foto dos livros que tenho disponíveis e comecei a enviar para os amigos  leitores no whatsapp e no Facebook até encontrar novos donos para todos eles. E já vi pessoas que criaram tumblr para vender os livros ou tentaram outras ferramentas online para isso.

Hoje, eu estou doando para bibliotecas públicas: Primeiro para a biblioteca que a gente montou com o Pintando o Se7e; depois procurando por bibliotecas de Aracaju que aceitam doação de livros. A que eu encontrei e sei que está aceitando doações atualmente é a Biblioteca Clodomir Silva, no bairro Siqueira Campos, e eu imagino que os livros terão um bom destino e companhia por lá.

Por fim, o que eu quero dizer é que: ter um montão de coisas acumuladas na sua casa não faz de você uma pessoa melhor e sim uma pessoa com muitas coisas para limpar. Assim como, ter um monte de livros não lidos em uma estante fancy, não faz de você um leitor melhor e sim um leitor egoísta.

Livros são legais demais para passarem a vida exibidos e parados em uma estante.

20 de maio de 2015

depender não é amar

Eu acho que as pessoas distorcem o amor em uma relação de dependência sufocante. Porque eu posso amar meus pais e sair da casa deles em busca dos meus sonhos; Ou eu posso amar meus amigos e aceitar que eles tenham outros grandes amigos; Ou eu posso amar uma pessoa sem que ela ocupe todos os espaços da minha vida.

Na verdade, a palavra é exatamente essa: ocupar. As pessoas acreditam que amar é tomar posse, é ocupar cada pensamento da outra e fazer dela a dona de todos os seus pensamentos. E isso não é amor.

Isso é obsessão, é dependência. Como um dependente químico essas pessoas precisam do outro, da aprovação do outro, da permanência do outro em sua vida. Mesmo que isso a coloque em uma categoria inferior na vida do "amado". Porque o que importa para o dependente é manter aquele estreito vínculo que faz ele manter a esperança de que a dependência, um dia, seja recíproca.

Mas ai está a questão, ressonância não depende de presença, de contato, de unicidade. Ressonância é empatia e empatia não se toma a força. Ela simplesmente acontece. Com o tempo, com naturalidade, com diálogo, com a vida, com os objetivos em comum...

Sabe, a gente não pode forçar nossa presença, exigir a atenção, esperar que tudo seja pago na mesma moeda. A gente precisa ser livre para escolher, para amar. Para aceitar a si próprio antes de esperar pelos outros.

A gente precisa ser livre para escolher, para dizer não e para ir embora. Para conhecer o mundo e saber que temos um lugar seguro para voltar. Se importar não significa, agir esperando o retorno. Amar significa abandono. Significa segurança. Significa aceitar quando é hora de deixar as pessoas irem.

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